domingo, 22 de maio de 2011

Colonização do Solo Espiritossantense

O início da história de nossa Capital data do segundo quartel do século XVI, quando a carta régia de 1º de janeiro de 1534, surpreendendo Vasco Fernandes Coutinho, no seu solar em Alenquer, tornava-o donatário de uma das capitanias na costa brasileira.

O título régio expedido de Évora fora registrado a 25 de setembro e confirmado em 7 de outubro, tudo do ano de 1534.

Reunindo uns sessenta homens, entre fidalgos e criados Del Rei, alinhando-se entre aqueles D. Jorge de Meneses e D. Simão do Castelo Branco, que por mandato de Sua Alteza iam cumprir suas penitências a estas partes, e equipada a caravela de quatro mastros com tudo que se fazia necessário à empresa que ia empreender, deixou o fidalgo lusitano a sua pátria. Navegava rumo ao Ocidente, para se apossar de sua donatária de cinquenta léguas de terra na dita costa do Brasil.

Figuravam como divisas da capitania, no litoral, o Rio Mucuri, ao norte, o Rio Itabapoana.

No dia 23 de maio de 1535, domingo, a nau Glória, orientando-se pela serra do Mestre Álvaro, que se erguia no horizonte, recortando-se contra o céu, atravessou a barra de nossa baía, ancorando numa pequena enseada situada à esquerda, nas fraldas do morro da Penha, ao norte do morro de João Moreno. Julgaram ser a baía um grande rio. Os colonizadores deram à terra o nome de Espírito Santo, em vista da celebração, naquela data, da festa do Divino Espírito Santo, pela igreja católica.

O desembarque não se fez com facilidade, pois os aborígines, em defesa de sua terra, lutaram com ardor, armados de arcos e flechas, atirando suas setas em direção às embarcações. Houve necessidade de fazerem-se troar as duas peças de artilharia que guarneciam a caravela, para que os Goitacazes debandassem, permitindo a posse da terra por Vasco Fernandes Coutinho.

Iniciava-se então o povoamento do solo espírito-santense, com as suas primeiras cabanas e culturas agrícolas e tendo pouco depois a uni-las o vínculo religioso representado por uma bizarra igrejinha, que recebia por patrono São João, em memória do monarca reinante. Recebera aquele primeiro núcleo de colonização o nome de Vila de Nossa Senhora da Vitória, devoção particular do donatário.

Reconhecendo o perigo representado pelos silvícolas, assim como a possibilidade de incursão de piratas, que infestavam as águas do Atlântico, naquela época, Vasco Fernandes Coutinho lançou-se à construção de um forte em local estratégico, situado, mais ou menos, onde se ergue hoje o Quartel de Piratininga.

Animado pelas autorizações contidas na carta régia de D. João III, que lhe assegurava direito sobre todas as conquistas levadas a efeito sertão adentro, cuidou logo Vasco Fernandes Coutinho de mandar fazer levantamento nas circunvizinhanças e mesmo no interior.

Arregimentados os colonizadores mais destemidos, estes, seguindo o caminho líquido que julgavam ser um rio, subiram pela barra, sob a ação hostil dos Goitacazes, descobrindo uma grande ilha que chamaram ilha de Santo Antônio, por ser o dia 13 de junho de 1535. O desembarque se efetuou próximo a uma ilhota que depois se chamou Caleiras ou Caieiras, como é conhecida, até hoje. Esse local se situa na faixa insular onde se ergue em nossos dias o bairro de Santo Antônio, parcializando-se assim a denominação com que se batizou toda a ilha, no histórico dia de Santo Antônio do remoto 1535.

A Cidade de Vila Velha (ES) Completa 476 anos
#parabensvilavelha

domingo, 1 de maio de 2011

01 de maio - Dia do Trabalho

O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é comemorado em 1º de Maio em muitos países inclusive no Brasil. Mas você sabe por que???

Tudo começou no ano de 1886 quando milhares de trabalhadores prepararam uma manifestação nas ruas de Chicago para reivindicar uma redução na jornada de trabalho. Esse foi o início de uma série de protestos que matou doze pessoas e feriu dezenas.

Três anos mais tarde a Internacional Socialista convocou uma manifestação anual em busca das 8 horas diárias de trabalho. A data escolhida para os protestos foi 1º de Maio, que acabou se reforçando e virando o Dia do Trabalhador em muitos países de mundo.

No Brasil, atualmente, a data serve também para os governos anunciarem aumentos do salário mínimo, sem falar na criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que ocoreu em 1º de Maio de 1943.

Enfim, 1º de Maio é um dia que deve ser comemorado assim como todas as outras datas comemorativas afinal de contas, sem os trabalhadores não há país ou sociedade que cresça.

Mestres, carpinteiros, construtores, juízes, artistas, todos nós trabalhadores merecemos respeito por nossas obras. O dia do trabalhador comemorado hoje (01/05) busca relembrar aos trabalhadores as lutas sindicais por melhores condições de trabalho. Nesses 125 anos de luta da classe operária, desde a Revolta de Haymarket nos EUA em 1886, os trabalhadores procuram adquirir status de igualdade social nessa sociedade tardia que ainda conta com a escravização laboral.

Parabéns a Todos os Trabalhadores!

sábado, 30 de abril de 2011

O casamento real poderia ter sidoa Assim

Rindo Muito...muito boa a paródia!!!kkkkkkkkk

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Critica ao Filme Rio 3D By Fabrício Rufino

O Rio do RIO é uma alegoria de estereótipos...e, muitos deles, preconceituosos ou reforçadores de uma imagem que, há anos, não cabe mais para "vender" a cidade aos estrangeiros. Longe do politicamente correto, mas sim por uma questão de pricípios, colocar o vilão na pele de um negro favelado é, no mínimo, ignorância (no sentido de ignorar). Quando se fala em vilania na favela, o "negócio" é outro... e passa por drogas e armas. A cor do chefe da boca não tem nada a ver com isso, e não há bandido em favela que queira um monte de ave e micos berrando em gaiola pra chamar atenção. O Brasil, hoje, está entre os países lideres comercilaização ilegal de animais silvestres, com mais de 12 mil espécies comercializadas por ano, e movimentando uma rede de mais de 1 milhão de reais nesse mesmo período. O tráfico parte do Norte, Centro-Oeste e Nordeste brasileiro... e vai parar no eixo Rio-São Paulo e, ainda, países do Primeiro Mundo. Uma falcatrua alimentada, não por favelados, mas por uma classe social deslocada de qualquer consciência ecológica e que acha bonito ter um animal exótico enjaulado no terraço!!! . A animação, de fato, até toca nesse tema.. mas utiliza de cliches sociais sofríveis para desenrolar o assunto. Noves fora, a produção impecável e um protagonista encantador (Blu é uma fofura inquestionável..), o Rio merecia um autorretrato mais bem desenhado.
Li isso num jornal e achei interessante compartilhar aqui. "Segundo cálculos da Riotur, a empresa municipal de turismo, as campanhas promocionais do filme alcançaram um número próximo aos dois bilhões de pessoas no mundo todo, em uma tentativa de projetar uma imagem idílica do Rio de Janeiro, cidade-sede da Copa do Mundo 2014 e sede das Olimpíadas de 2016". Repito: "em uma tentativa de projetar uma imagem idílica do Rio de Janeiro, cidade-sede da Copa do Mundo 2014 e sede das Olimpíadas de 2016". Tá explicado né? rsrsrsrs

A imagem exageradamente carnavalesca, não é assim nem no carnaval, não é uma boa representação do Rio, e também trafico e prostituição também não, então como seria o retrato?

As pessoas se incomodam demais com os estereótipos, mas no fundo no fundo eu acho que alguns têm fundamento. Fora praia, corcovado, pão de açúcar, favela, carnaval, tráfico e violência, o Rio é uma cidade tão comum quanto as outras.

 Fora onça pintada, capivara, tuiuiú, pantanal, rios belíssimos, grutas divinas, peixes espetaculares e sertanejo (universitário ou de raiz), na cidade pantaneira é tão comum quanto qualquer outra.

O problema não é o estereótipo, e sim a caricaturização do estereótipo. Há filmes, principalmente de comédia, que têm como proposta criar caricaturas de um segmento. Tudo bem. Mas o problema de um filme que tem como proposta exaltar uma região, como Rio, cair no exagero caricatural e generalista de estereótipos, se caracteriza como erro de leitura, ou, no mínimo, mau gosto e desrespeito com sua população. O Rio de Janeiro é muito mais do que "praia, corcovado, pão de açúcar, favela, carnaval, tráfico e violência", assim como sua cidade é muito mais do que "onça pintada, capivara, tuiuiú, pantanal, rios belíssimos, grutas divinas, peixes espetaculares e sertanejo (universitário ou de raiz)".

Mas até ai tudo bem, o clima começa a esquentar quando mostra a pobreza absoluta do nosso país (sabemos que somos assim, mas quando é nos filmes americanos eles não exageram tanto). E chegou no gota d'água quando mostrou o racismo. Mostrando que macacos que vivem no Rio, ou na favela são ladrões. E uma frase que ficou na minha cabeça foi quando o passaro mal disse algo similar a "isso é que dá quando se dá serviço pra macaco".

Usar os micos como vilões menores do filme é racismo??? Por que?? Talvez porque você associe macacos aos negros, não? Aí o racismo tá na cabeça de quem??? Então, leões são perversos (Scar), crianças de um orfanato maltratam seus brinquedos ( Toy Story 3), e baianos são traficantes (Tropa de Elite).

domingo, 24 de abril de 2011

JUNY - AMIZADE PRA SEMPRE

Nem me fale...nem dormi direito...em pensar q vc não estará mais com a gente...foram três meses...mas parece q já no conhecíamos há anos...aff...já to sentindo sua falta amiga...não consigo nem pensar como será segunda...aff mas estarei sempre torcendo por vc....e amizade verdadeira dura pra sempre...não esqueça de mim...pois não esquecerei de vc...abração...te cuida

Brasil - 1500 a ...

O Período Pré-Colonial : A fase do pau-brasil (1500 a 1530)


A expressão " descobrimento " do Brasil está carregada de eurocentrismo, além de desconsiderar a existência dos índios em nosso país antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.

Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil da mata Atlântica.

O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).

Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.

Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.

No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos : povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.

A fase do Açúcar ( séculos XVI e XVII )

O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa e alcançava um grande valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.

Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de empresários.

Administração Colonial

Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.

Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.

A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.

A Economia Colonial

A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.

As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.

O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer comércio com a metrópole.

A Sociedade Colonial

A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos de origem africana.

Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.

A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos).